Dakila Pesquisas amplia linha de pesquisa sobre Ratanabá com LiDAR

  • 26/10/2026
(Foto: Reprodução)
Ratanabá: pesquisa e tecnologia na pauta de Dakila Pesquisas Crédito: Divulgação. As pesquisas sobre Ratanabá, conduzidas por Dakila Pesquisas, reúnem mapeamento a laser, análise geoarqueológica e apresentação em simpósio científico. À frente do trabalho está Urandir Fernandes de Oliveira, presidente da associação, que concentra os estudos nas Linhas de Apiacás, em Mato Grosso. O que é Ratanabá Segundo as pesquisas de Dakila, Ratanabá é uma cidade antiga na Amazônia brasileira. O nome vem do idioma Irdin e está ligado à civilização Muril, apontada pela associação como responsável pelas estruturas. Parte do conjunto estaria nas Linhas de Apiacás, área que concentra o mapeamento. Mais informações sobre essa e outras frentes estão no site de Dakila. Mapeamento sem desmatar A principal ferramenta é o LiDAR, tecnologia que emite pulsos de laser capazes de atravessar a vegetação e registrar o relevo. Com ela, a pesquisa obtém resultados sem derrubar a floresta. O levantamento foi feito em 2022, com duas aeronaves e autorização do Ministério da Defesa, e custeado pela própria associação. Os voos ficaram a cargo da Fototerra, empresa com aeronaves registradas no Brasil e monitoradas pela ANAC e pelo Ministério da Defesa. Pesquisa em campo: equipe com equipamento de operação de drone Crédito: Divulgação. Os dados mostram uma área monitorada de 95 hectares. A planta indica ao menos 30 quadras e 30 ruas, com a via principal ultrapassando 16 quilômetros. Os registros apontam ainda duas estruturas semelhantes a torres em meio à mata, de cerca de 71 por 14 metros e 49 por 7 metros, e uma abertura de aproximadamente 18 metros de diâmetro, indicada como possível entrada de galeria ligada ao Caminho do Peabiru. Análise geoarqueológica O arqueólogo e geógrafo Saulo Ivan Nery elaborou um parecer técnico a partir das imagens LiDAR. A análise se apoia em três pilares da geoarqueologia: geologia, geomorfologia e padrão de drenagem. Com base neles, Nery concluiu que a paisagem tem origem antrópica, ou seja, resulta da ação humana. Na comparação com as imagens, foram usados dados topográficos e hidrográficos do Exército Brasileiro e do IBGE. Dos 29 cortes identificados no terreno, 25 são retos e quatro são sinuosos. O LiDAR registrou profundidade, largura e extensão desses cortes, dados que sustentam a leitura das quadras vistas do alto. Resultados no meio científico Em 2023, o grupo de pesquisadores independentes do Ecossistema Dakila apresentou um artigo científico sobre formações antrópicas em Ratanabá no 14º Simpósio Nacional de Geomorfologia (SINAGEO), realizado em Corumbá (MS). O trabalho trata do uso da tecnologia LiDAR na investigação da região. No ano seguinte, a revista digital do canal Brazil Talking News publicou matéria sobre as pesquisas de Ratanabá e sobre Urandir Fernandes de Oliveira, fundador de Dakila Pesquisas, levando o trabalho a novos públicos. Apoio às pesquisas Os levantamentos são custeados pela própria associação. Para ampliar a participação do público, Dakila mantém uma loja oficial de Ratanabá, cujas vendas são destinadas integralmente às pesquisas sobre o tema. Quem adquire os produtos contribui diretamente com a continuidade dos estudos. Registro e responsabilidade Nada é coletado, retirado, mexido ou transportado dos locais estudados. São feitos registros, comunicados ao IPHAN, e os achados são encaminhados aos órgãos responsáveis, com acompanhamento de registro e protocolos junto a especialistas e instituições competentes. Uma trajetória de pesquisa Dakila, com mais de 30 anos de história, mantém em Ratanabá uma de suas frentes mais conhecidas. Nas atividades de campo em Corguinho (MS), sede do ecossistema na Cidade Zigurats, os participantes acompanham palestras que aprofundam os temas das pesquisas e conhecem produtos e serviços do ecossistema Dakila. Para Urandir Fernandes de Oliveira, o avanço da tecnologia permite pesquisar com precisão e respeito ao meio ambiente. Em Ratanabá, o mapeamento a laser transforma a floresta em campo de estudo sem tocar nela.

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/especial-publicitario/dakila-ecossistema-dakila-pessoas-e-conexoes/noticia/2026/10/26/dakila-pesquisas-amplia-linha-de-pesquisa-sobre-ratanaba-com-lidar.ghtml


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